Marinha disponibiliza blindados para PM atuar no Complexo da Maré

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26/03/2014 19:11

Marinha disponibiliza blindados para PM atuar no Complexo da Maré

Forças Armadas serão enviadas para ajudar polícia em patrulha e vistoria.

Sérgio Cabral pediu apoio ao governo federal para conter ataques a UPPs.

Veículos blindados para transporte de tropas da Marinha do Brasil são levados por Policiais do Batalhão de Operações Especiais (BOPE) ao Complexo de Favelas da Vila Cruzeiro, na zona norte do Rio de Janeiro (Foto: Tasso Marcelo/AE)

Veículos blindados para transporte de tropas da Marinha do Brasil usados no Complexo de Favelas da Vila Cruzeiro, em 2011 (Foto: Tasso Marcelo/AE)

O Ministério da Defesa informou por meio de nota que blindados da Marinha estão à disposição da Polícia Militar do Rio de Janeiro a partir desta quarta-feira (26) para dar apoio logístico no Conjunto de Favelas da Maré. A autorização foi dada por meio de uma diretriz ministerial  assinada pelo ministro da Defesa, Celso Amorim.

O Ministério da Defesa informou por meio de nota que blindados da Marinha estão à disposição da Polícia Militar do Rio de Janeiro a partir desta quarta-feira (26) para dar apoio logístico no Conjunto de Favelas da Maré. A autorização foi dada por meio de uma diretriz ministerial  assinada pelo ministro da Defesa, Celso Amorim.

O uso dos veículos, estacionados no Distrito Naval no Rio, será empregado antes da ida efetiva das Forças Armadas para a região, porque ainda é necessária a publicação de autorização presidencial para isso.

As Forças Armadas devem ser enviadas à região para atuar na Garantia da Lei e da Ordem (GLO). Nessa condição, podem dar condições de patrulha, vistoria e prisão em flagrante aos policiais. Antes disso a Aeronáutica já poderá atuar em levantamento da área e até mesmo em serviço de inteligência, informou a nota divulgada pela pasta.

De acordo com a nota, o pedido para a atuação das Forças Armadas em GLO já foi e está sendo analisado pelas autoridades. Somente nos próximos dias será feito o planejamento e será decidido o número de militares enviados, além dos meios a serem utilizados no Complexo da Maré.

Diretriz ministerial A nota informa também que, na diretriz ministerial, Celso Amorim determina ao comandante da Marinha, almirante Julio Soares de Moura Neto, o envio de veículos blindados para transporte de pessoal e lanchas para apoio logístico da Secretaria de Estado de Segurança do Rio de Janeiro. Caberá também a Moura Neto escolher um oficial para fazer a ligação entre a Secretaria de Segurança e o chefe do Estado-Maior do Conjunto das Forças Armadas, general José Carlos de Nardi.

Segundo a assessoria, a diretriz foi assinada por Amorim no final da tarde de terça-feira (25).

Os comandantes das outras Forças, Enzo Martins Peri (Exército) e Juniti Saito (Aeronáutica) foram alertados para estarem em condições de alocar recursos logísticos à Marina, caso seja necessário.

Exército Pela manhã, militares do Exército participaram de uma operação da PM no Complexo da Maré, em Bonsucesso, no Subúrbio do Rio. A presença do Exército no local, no entanto, ainda não é a ocupação definitiva da região pelas tropas federais. O Exército assumirá a ocupação do Conjunto de Favelas da Maré por tempo indeterminado. Nesta segunda, o secretário de Segurança do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame, disse que em princípio, será somente o Exército e descartou a Marinha e a Aeronáutica. A Polícia Federal vai ajudar com o serviço de inteligência e a Polícia Rodoviária Federal vai auxiliar no cerco aos acessos, nos mesmos moldes da ocupação do Complexo do Alemão, em 2008. Beltrame falou ainda que a UPP Maré já era prevista e que não tem relação com os ataques ocorridos na quinta-feira (20). "A Maré é um grande território de dominação do tráfico de drogas. A nossa resposta é fazer com o que o tráfico perca cada vez mais território. É mostrar para o tráfico que o estado tem força." O secretário disse que inicialmente 1,5 mil homens devem compor o efetivo da UPP Maré. Segundo Beltrame, havia uma "megalópole" do tráfico atuando no Rio. "Quando os criminosos começaram a perder território, começaram com essa retaliação covarde de até matar policial pelas costas", completou. Beltrame também defendeu o efetivo de segurança que atua no estado. "Entrar em qualquer lugar do Rio de Janeiro não é uma dificuldade para nossas polícias. O problema para as forças do estado é se manter nessas áreas". Ele não explicou qual é a dificuldade para a manutenção dos policiais.

 

 

do g1

 

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